TEMA: A persistência da violência nas escolas brasileiras

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A persistência da violência nas escolas brasileiras”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Líder na agressão de professores, Brasil convive com violência nas escolas

Indicadores globais mais recentes colocam o Brasil como o país mais violentocontra professores. Apenas no Estado de São Paulo, o número de docentes que disseram ser vítimas de algum tipo de violência cresceu nos últimos anos.

De acordo com a pesquisa mais recente realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2013, 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.

É o porcentual mais alto entre os 34 países analisados. O índice médio global é de 3,4%. Logo abaixo do Brasil, está a Estônia, com 11%, e a Austrália, com 9,7%. Já na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/lider-na-agressao-de-professores-brasil-convive-com-violencia-nas-escolas/

 

Texto 2: Violência nas escolas brasileiras

Ameaças e atos de violência contra professores são comuns em escolas do Brasil. Segundo a Unesco, 50% do corpo docente de São Paulo e 51% do de Porto Alegre já relataram terem sofrido algum tipo de agressão. Muitos alunos são vítimas de violência e ficam calados, por temerem retaliação. Em algumas escolas, há professores que, devido ao medo que sentem dos alunos, hesitam em confrontá-los. Afinal, o professor não tem a autoridade de um policial e não dispõe de meios para garantir sua integridade física.

A escola deveria ser um lugar seguro, tanto para a criança como para o adolescente. Contudo, em muitos casos não é. De acordo com a pesquisa da Unesco, 53% dos colégios particulares não tomam os cuidados necessários para evitar a ocorrência de incidentes violentos e proteger alunos e professores. Na rede pública, esse número sobe para 65%. Segundo pesquisadores da Unesco, a violência nas escolas se manifesta por meio de agressões, roubos e assaltos, estupros, depredações, porte de armas e discriminação racial. Ainda segundo a mesma investigação, 70% dos alunos que possuem armas já as levaram para a escola.

O estudo da Unesco concluiu que um aluno não está mais seguro na sala de aula do que na rua. É surpreendente que esse problema não se limite apenas a colégios públicos, pois a violência se estende até mesmo a escolas particulares. Professores e alunos convivem com as ameaças decorrentes de atividades criminosas: tráfico de drogas, posse de armas e atuação de gangues. Hoje é muito fácil obter armas e drogas. Numerosos alunos são traficantes e frequentam a escola com um único intuito: vender drogas. Quarenta por cento dos professores atribuem o problema da violência nas escolas ao envolvimento de alunos com o tráfico.

Quando a violência é ignorada por autoridades, dentro e fora da escola, torna-se banalizada e, de certa forma, até legitimada. Os estudantes, que deveriam estar aprendendo a ler e escrever com competência, a elaborar cálculos matemáticos avançados e gradativamente adquirindo noções sobre o que forma bons cidadãos, percebem que pouco se faz para combater o crime e proteger esses últimos.

Além das consequências psicológicas, emocionais e físicas da violência, há outro fator importante — o monetário. As escolas perdem milhões de reais devido a assaltos, roubos e atos de vandalismo.

A solução mais simples para o problema da violência nas escolas é expulsar os alunos que a praticam. Contudo, muitos diretores afirmam ser preferível que um aluno violento e indisciplinado fique na escola, e não na rua, onde pode vir a cometer atos criminosos. Por outro lado, permitir que alunos violentos frequentem as instituições de ensino é extremamente prejudicial não só para seus colegas, como também para professores.

O governo admite a existência de um grave problema de violência nas escolas brasileiras, mas pouco faz para preveni-lo. A luta contra esse terrível fenômeno não faz parte de suas políticas educacionais, mas representa uma preocupação constante para estudantes, pais e professores.

A violência nas escolas precisa ser combatida com eficácia. Muitos alunos e professores temem frequentá-las. Isso, evidentemente, prejudica a educação no Brasil.

Fonte: https://www.educabras.com/blog/violencia-nas-escolas-brasileiras/

 

Texto 3: Violências nas Escolas


As percepções de alunos, pais e membros do corpo técnico-pedagógico de escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras estão reunidas no livro “Violências nas escolas”, o maior e mais completo estudo já feito sobre o assunto na América Latina.

A pesquisa foi desenvolvida nas áreas urbanas das capitais dos Estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo e em Brasília (DF).

Para a realização da pesquisa, adotou-se uma concepção abrangente de violência – daí o uso do termo no plural, violências – , incorporando não apenas a idéia de maus-tratos, uso de força ou intimidação, mas também as dimensões sócio-culturais e simbólicas do fenômeno.

Desse modo, no livro trata-se tanto da violência física, quanto da violência simbólica e da institucional. Por isso, há que se enfatizar que a violência na escola não pode ser vista como uma modalidade de violência juvenil.

O livro apresenta uma visão abrangente da literatura a respeito do tema, bem como analisa as percepções dos atores sociais que convivem nas escolas sobre:

As violências no ambiente interno e no entorno da escola (policiamento, gangue e tráfico de drogas, ambiente escolar, etc. );
O funcionamento e as relações sociais na escola (percepções sobre a escola, transgressões e punições, etc.) e;
As violências nas escolas: tipos de ocorrências (ameaças, brigas, violência sexual, uso de armas, furtos e roubos, outras violências etc.), praticantes e vítimas.
Chama a atenção que existe uma tendência à naturalização da percepção das violências nas escolas. Por exemplo, as brigas, os furtos e as agressões verbais são consideradas acontecimentos corriqueiros, sugerindo a banalização da violência e sua legitimação, como mecanismo de solução de conflitos.

O “Violências nas escolas” apresenta propostas de combate e prevenção baseadas nos dados coletados, além de fazer uma série de recomendações nas esferas do lazer (como a abertura das escolas nos finais de semana), da interação entre escola, família e comunidades, cuidar do estado físico e da limpeza dos estabelecimentos e valorizar os jovens, respeitando sua autonomia, entre outras.

Fonte: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/unesco-resources-in-brazil/studies-and-evaluations/violence/violence-in-schools/

 

Texto 4: Violência nas escolas: Gráfico

Fonte: http://www.apeoesp.org.br/publicacoes/observatorio-da-violencia/violencia-nas-escolas-grafico/

 

 

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

4 thoughts to “TEMA: A persistência da violência nas escolas brasileiras”

  1. Em março de 2019,representou o massacre na escola Raul Brasil no município de Suzano.Crime cometido por dois adolescentes que invadiram a escola com armas não muito comuns em busca do massacre.Tal violência causou a morte de funcionários e alunos,aterrorizando todo o Brasil,e principalmente o estado de São Paulo.
    Diante do contexto,é correto dizer que em alguns casos a violência nas escolas é fruto de ações feitas pelas próprias vítimas.Em atos de bullying e discriminações,sejam elas por questões étnicas ou raciais,o indivíduo se vê no direito de atacar o ofensor revidando com ações violentas.E isso persiste muito nas escolas,sendo elas públicas ou privadas.
    De acordo com o filósofo alemão Immanuel Kant,o homem nasce bom,mas a sociedade o corrompe.Refletindo nessa ideia,é possível dizer que o homem se torna violento após uma má aglutinação com a sociedade,que neste caso,muita das vezes é a escola.
    Diante disso,salienta-se que,o problema da persistência da violência nas escolas brasileiras deve ser levado mais afundo pois pode trazer consequências para a escola e para estudantes.Sendo assim,há caminhos a serem percorridos e atitudes a serem tomadas para a intervenção do problema.A criação de regras mais severas nas escolas:suspendendo alunos que ofendem aos outros e expulsando aqueles que cometem algum ato de desacato a professores e funcionários,ou algum dano físico,seja ele pequeno ou não.E assim visando melhorias nas escolas e na educação brasileira.

    1. Você utiliza toda a introdução praticamente para contextualizar. A citação de Kant está incorreta. Aglutinação não é o melhor termo para o contexto. Afundo é erro de registro, além de ser coloquial. Não fica claro quando começa a conclusão. Erros de coesão (falta de conectivos e problemas de pontuação). Nota 640.

  2. A declaração dos direitos humanos, foi um marco extremamente importante, ao assegurar os direitos dos cidadãos, incluindo a segurança como direitos de todos. No entanto, a violência nas escolas ainda é persistente no país. Dessa forma, a fragilidade das leis e a ausência de recursos corroboram ao problema.
    Primeiramente, vale ressaltar a fragilidade das leis. Tendo em vista que, não é cumprida efetivamente no país, além da demora ao investigar os casos de violência considerados “mais leves”, como agressões verbais, presentes nas escolas. Com isso, a falta de respeito torna-se evidente no ambiente escolar, induzindo-os a agressões físicas, levando a problemas graves.
      Outrossim, a ausência de recursos destinados a segurança é outro fator contribuinte. Desse modo, propicia ao aumento de meliantes, devido ao frágil policiamento nas ruas, refletindo também nas escolas, onde não há vigilância adequada que fiscalizar alunos suspeitos, amedrontando quem realmente quer aprender. Tal problemática é um fator preucupante, pois, onde deveria ter educação, tornou-se lugar de medo e insegurança, interrompendo o aprendizado dos mesmos.
    Com isso, é necessário erradicar a violência nas escolas brasileiras. Nesse sentido, o governo aliado ao poder legislativo, deve estabelecer políticas públicas para que se cumpram efetivamente, por meio do gerenciamento das leis e a fiscalização a fim da segurança de todos. Espera-se, desse modo, a segurança, tanto das escolas, quanto da sociedade, para que se consiga educação de qualidade e de maneira segura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *