Tema: Desafios da Educação no Brasil

Texto 1:

Desafios da Educação

Um dos grandes desafios relacionados à garantia da qualidade da educação é o de promover a permanência e a aprendizagem dos alunos nas escolas. A proporção de estudantes que concluem o ensino fundamental ainda é muito baixa. Segundo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de cada 100 alunos matriculados no Ensino Fundamental, apenas 53 conseguem concluí-lo. Esse quadro agrava-se nas regiões mais pobres, como Norte e Nordeste, onde somente 40% das crianças concluem o ensino fundamental. No Sul e Sudeste, essa proporção sobe para 70%.

A discriminação racial aparece claramente na continuidade da vida escolar. A média de anos de estudo das crianças negras na faixa de 7 a 14 anos é de 3,78 anos, contra 4,43 das crianças brancas na mesma faixa etária, segundo a Pnad 2004. Isso indica que as taxas de repetência e abandono escolar entre as crianças negras são maiores que entre as brancas, evidência de que a discriminação racial interfere de forma significativa no rendimento escolar dos alunos do ensino fundamental.

Outro grave problema enfrentado pela escola pública brasileira, fortemente vinculado à aprendizagem e conclusão na Educação Básica, é a elevada taxa de repetência. De acordo com o Censo Escolar 2005, do total de 33,5 milhões de matriculados no ensino fundamental, 4,3 milhões foram reprovados, o que corresponde a 13,1% do total.

Com a finalidade de garantir que cada criança e cada adolescente permaneçam na escola e aprendam, o UNICEF e seus parceiros atuam na capacitação dos gestores municipais e educadores para a realização do direito a aprender. Além disso, atua para garantir que todas as escolas tenham:

• Práticas pedagógicas coerentes à realidade de seus alunos; 
• Professores valorizados;  
• Gestão democrática e a participação das famílias e da comunidade escolar;
• Participação dos alunos;
• Parcerias externas. 

Fonte

Permanência de alunos na escola

Texto 2: QUAIS SÃO OS GRANDES DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL?

Acesso à educação infantil de qualidade, jornada escolar adequada, tecnologia como ferramenta pedagógica para professores, método de ensino e motivação pessoal do aluno são aspectos que impactam na trajetória de um estudante. Entre ressalvas e complementos, os professores Ricardo Paes de Barros, titular da cátedra Instituto Ayrton Senna, e Sergio Firpo, titular da cátedra Instituto Unibanco, participaram de painéis de discussão do evento que apresentou os resultados do estudo “Fatores que influenciam o sucesso escolar na América Latina”, realizados no último dia 29 no Insper.

O estudo é uma análise feita pela consultoria McKinsey & Company a partir de microdados do exame internacional Pisa de 2015, que é organizado pela OCDE a cada três anos. Na última edição, mais de 72 países participaram do exame de aprendizagem.

Marcos Lisboa, presidente do Insper, fez a abertura do encontro, que contou com a participação de mais de 100 profissionais ligados direta e indiretamente à área da Educação de diferentes estados, como São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

“A formação e o debate são fundamentais, principalmente neste momento de dificuldade que o país está passando. Estamos aqui para servir à Educação, formando as melhores pessoas”, destacou Lisboa.

Mentalidade
A mentalidade de crescimento e o sentimento de pertencimento são pontos importantes na Educação. Mas, o professor Ricardo Paes de Barros fez um alerta durante sua fala sobre o risco de superestimar essas atitudes e ter predições, indicando que é preciso avaliar os efeitos causais.

“Não há dúvidas que os programas socioemocionais têm impacto no aprendizado de matemática, por exemplo. É difícil identificar qual das 15 aptidões desenvolvidas durante um programa é responsável por esse aprendizado. Estamos exigindo das competências socioemocionais o que nunca exigimos da matemática, tentando saber o quanto a álgebra impactou o futuro das pessoas”, apontou.

Apesar da dificuldade em analisar essas competências isoladamente, o professor destacou que, juntas, essas aptidões podem influenciar a realidade de um estudante de baixa renda, dando a ele resiliência, flexibilidade e determinação para persistir em sua trajetória, apesar das adversidades.

“Esses fatores contribuem para que o aluno possa ter alto desempenho, mas também é preciso ter coerência em toda a formação, dentro e fora da sala de aula, e a desigualdade de oportunidade não pode existir”, afirmou o professor.

Tecnologia
Entre tantos questionamentos que surgiram no decorrer do evento, os participantes dos três painéis compartilharam experiências pessoais, apresentaram cases e provocaram a plateia com reflexões. A consultora educacional Ana Lúcia Gazzola foi uma das participantes que aflorou o debate sobre o uso da tecnologia no ambiente escolar.

“É preciso ter foco e prudência. Distribuir um tablet por aluno na escola não resolve, sem antes melhorarmos a monotonia que é o ensino médio no país. Não vamos ser uma Finlândia, sem antes ser um Brasil melhor”, defendeu.

No mesmo painel, o professor Sergio Firpo ponderou os prós e contras do uso da tecnologia nas salas de aula, explicando que escolhas devem ser feitas para essa adoção.

“Os recursos tecnológicos podem causar distração, tendo quer ter supervisão para serem utilizados nas escolas. Mas, a tecnologia também nos dá a oportunidade de fazermos experimentos em tempo real e rapidamente, além de favorecer o trabalho em equipe”, enfatizou.

O caminho defendido por grande parte dos profissionais presentes é repensar a cultura, o método e as ferramentas utilizadas em sala de aula para se alcançar a qualidade no ensino e diminuir a desigualdade educacional, que são os desafios atuais no país.

O evento foi fruto de uma parceria entre Insper, McKinsey & Company e Folha de S. Paulo.

Fonte

 

Texto 3

graficofim

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Proposta de Redação

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ”Desafios da Educação no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

9 thoughts to “Tema: Desafios da Educação no Brasil”

  1. Conforme relatado pelas estatísticas do Ministério da Educação (MEC) e Institutos de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) que confirma a alarmante crise da educação brasileira, inúmeros são os desafios para superar tamanho impasse. Dentre tantos fatores, a má gestão pública e a elitização educacional corrobora para esse problemático cenário.

    É inquestionável que para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária a educação seja o principal motor para esse processo emancipatório, pois como afirmava o influente intelectual italiano Gramsci, é a educação o início das transformações. Entretanto, com um sistema de ensino gigantesco, é escancarada a incompetência da gestão pública: que se concretiza com a falta de investimentos, desmotivação de professores mal remunerados e em maioria despreparados, e, também métodos educacionais ultrapassados que provoca o desinteresse de alunos que se veem cada vez mais sem perspectivas – culminando na evasão escolar.

    Por outro lado, a educação brasileira sempre foi elitizada. Com o crescimento das matrículas da população mais pobre e subsequente urbanização do país a partir da década de 1950, resultou, com o passar do tempo, o afastamento das classes mais altas para o ensino particular. Consequentemente, em consonância com as ideias do pensador Karl Marx, como meio do domínio e manutenção do poder político, a educação “foi-se” empobrecida e entrou em processo de declínio, configurando o precário contexto infraestrutural atual.

    Diante disso, percebe-se quão infundadas são as raízes dessa situação. Porquanto, primeiramente, deve-se salientar o papel do professor. É dever do Governo Federal e dos órgãos da educação valorizar e capacitar o docente, investindo mais em sua carreira profissional junto com a modernização dos métodos de ensino, que devem se adequar à realidade e às especificidades do século XXI e de cada região brasileira. A longo prazo, a Receita Federal deve destinar mais recursos para a infraestrutura educacional, na qual abranja dignamente, também, a população mais abastada. Espera-se com isso, formar uma sociedade crítica e cerne de seus valores e construir, dessa forma, os meios para um futuro melhor.

    1. *alterado, o teclado trocou umas palavras

      Conforme relatado pelas estatísticas do Ministério da Educação (MEC) e Institutos de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), é alarmante a crise da educação brasileira e inúmeros são os desafios para superar tamanho impasse. Dentre tantos fatores, a má gestão pública e a elitização educacional corrobora para esse problemático cenário.

      É inquestionável que para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária a educação seja o principal motor para esse processo emancipatório, pois como afirmava o influente intelectual italiano Gramsci, é a educação o início das transformações. Entretanto, com um sistema de ensino gigantesco, é escancarada a incompetência da gestão pública: que se concretiza com a falta de investimentos, desmotivação de professores mal remunerados e em maioria despreparados, e, também métodos educacionais ultrapassados que provoca o desinteresse de alunos que se veem cada vez mais sem perspectivas – culminando na evasão escolar.

      Por outro lado, a educação brasileira sempre foi elitizada. Com o crescimento das matrículas da população mais pobre e subsequente urbanização do país a partir da década de 1950, resultou, com o passar do tempo, o afastamento das classes mais altas para o ensino particular. Consequentemente, em consonância com as ideias do pensador Karl Marx, como meio do domínio e manutenção do poder político, a educação “foi-se” empobrecida e entrou em processo de declínio, configurando o precário contexto infraestrutural atual.

      Diante disso, percebe-se quão fundadas são as raízes dessa situação. Porquanto, primeiramente, deve-se salientar o papel do professor. É dever do Governo Federal e dos órgãos da educação valorizar e capacitar o docente, investindo mais em sua carreira profissional junto com a modernização dos métodos de ensino, que devem se adequar à realidade e às especificidades do século XXI e de cada região brasileira. A longo prazo, a Receita Federal deve destinar mais recursos para a infraestrutura educacional, na qual abranja dignamente, também, a população mais abastada. Espera-se, com isso, formar uma sociedade crítica e cerne de seus valores e construir, dessa forma, os meios para um futuro melhor.

  2. Inserida no país por meio da colonização, a educação durante séculos foi um privilégio das elites, no entanto a partir das últimas décadas do século XX iniciou-se um processo de popularização da educação, princípio defendido por Anísio Teixeira, que se transformou em um direito com a consolidação da “Constituição Cidadã” de 1988. Porém é evidente que o sistema educacional brasileiro vem se mostrando ineficaz, proporcionando assim um desafio a autoridades.
    Segundo dados do PISA, o Brasil ocupa a 53° posição entre 65 países no Ranking de educação, tal fato evidência uma problemática no ensino que não esta sendo capaz da cumprir sua principal finalidade “Educar”, tal impasse tem contribuição, com o processo de elitização do ensino, já que jovens que frequentaram escolas públicas ,muitas vezes não possuem o conhecimento necessário pra ingressar no ensino superior , portanto a adoção da Política De Cotas em 2002 não foi suficiente , sendo necessárias mudanças mais profundas que visem melhorar a qualidade da educação pública .
    A ineficácia da educação Brasileira em grande parte se deve ao descanso do Governo com este setor, que disponibiliza a professores uma baixa remuneração, fazendo com que esta profissão seja menos desejada , proporcionando assim a escassez de profissionais ,fazendo com que seja comum no país, professores lecionando em áreas que se diferem de sua formação, além do mais ,a verba destinada a escola muitas vezes não chega ao seu destino, prejudicando assim toda a sociedade, que muitas vezes carecem, a ausência de incentivos a jovens, por suas vez também contribui com tal realizadade, já que muitos destes abandonam os estudos.
    Contudo é necessário que haja um reconhecimento e valorização da educação, pois esta é um pilar do desenvolvimento, é uma chave para progresso, para isso é preciso que o Governo Federal em parceria com o Ministério Da Educação promova na mídias campanhas que mostrem a importância do ensino, é necessário também que os mesmos reúnam esforços, para promover uma Base Comum Curricular para todas as instituições de ensino, tanto públicas com privadas, visando assim estabelecer uma igualdade no ensino , combatendo a elitização, é indispensável que o Gorverno valorize os professores reajustando salários , e combata a corrupção podendo disponizar mais recursos a este setor, além do mais é preciso que o ensino seja mais atrativo, para isto deve-se disponibilizar cursos profissionalizantes, com medidas com estas e possível solucionar todos os impasses, fazendo valer um direito previsto na constituição .

    1. Rayane, sua redação gira em torno de 760. Há excesso de informação na introdução, erros no uso da vírgula e do ponto, excesso de gerúndios e ausência de conectivos, o que compromete bastante a coesão textual.

  3. A educação foi implantada no Brasil no período Colonial pelos Jesuítas por fins religiosos, no entanto tal princípio se modificou com o passar dos anos, passando de um privilégio das elites para um direito de todos, o qual está previsto na constituição de 1988. No entanto apesar de assegurada a sua disponibilidade e qualidade está apresenta-se ineficaz.
    Entre as inúmeras causas da precária educação Brasileira se destaca, a difilcudade do sistema em oferecer uma educação de qualidade a todos, independente de suas limitações , visto que há uma escassez de profissionais, por conta da baixa remuneração destinada a estes. Tal descasso governamental apresenta-se também na infraestrutura das escolas públicas que chegam a oferecer condições impróprias a educação.
    Como resultado de tal descasso o país segundo dados do PISA ocupa o 53° no Ranking da educação em meio a 65 paises , este fato e prejudicial a toda a sociedade pois como afirma Immanuel Kant “O homem e aquilo que a educação faz dele.” Deste modo com a precária educação, poderá ser comprometido o futuro da população, portanto faz-se nescessário a adoção de medidas que visem uma melhora na educação Brasileira.
    Por fim e necessário que o Governo Federal juntamente com o Ministério Da Educação, destinar verbas a esta para que seja possivel melhoras na infraestrutura das escolas, também é importante a valorização dos professores já que estes são os responsável pela formação da futuras sociedades, além disso e necessário a qualificação destes para que estes possam oferecer um ensino de qualidade a todos e em principal , aos portadores de limitações, com medidas como estas e possível garantir a efetividade e qualidade do ensino e da formação da futura população

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