Tema: O papel da mídia na formação da opinião pública

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O papel da mídia na formação da opinião pública”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Constituição Federal

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Texto 2: A influência da mídia na opinião pública

Atualmente, a sociedade é bombardeada por várias informações através da mídia, que repassa os acontecimentos diários de acordo com seus interesses econômicos, e influencia na formação daqueles que se baseiam pela mesma, considerando-a como a única opção e opinião correta. 

Acredito que a mídia possui um papel muito importante na sociedade e não estou dizendo que a mesma transmite opiniões erradas, mas que utiliza desta vantagem para colocar sua opinião superior, despertando muitas vezes o preconceito e a discriminação em relação aos diferentes pontos de vistas. Antes de defender uma opinião que recebemos pronta, precisamos usar ferramentas de pesquisas, críticas, debates, entrevistas, dentre outras, para justificar sua causa e respeitar outras sugestões que também são importantes para o bem comum. 

As redes sociais revolucionaram na opinião pública, pois nela pessoas comuns (leigos), também podem se expressar e mostrar o que realmente pensam de determinado assunto e com o direito de publicar para toda sociedade, propondo igualdade dos direitos de quem participa de uma mesma etnia. 

Além dos benefícios e da praticidade do meio de comunicação moderna atual, é necessário que os leitores e ouvintes tenham um perfil questionador, pois nas redes sociais também encontramos pensamentos primitivos, preconceituosos e dados errados. Para haver mudanças em relação à opinião pública é necessário a quebra de paradigmas que prejudicam na ideologia de cada pessoa e o incentivo das escolas para tornar seus alunos o “futuro da nação”, críticos de “mente aberta”, capazes de respeitar o outro e tornar-se independente para argumentar suas ideias. 

Fonte: http://esebaemnoticia.blogspot.com/2016/04/a-influencia-da-midia-na-opiniao-publica.html

Texto 3: A importância da imprensa

Desde a sua origem, a imprensa esteve presente em regulamentações sociais e denúncias de poder, constituindo um poderoso instrumento de luta. Segundo o historiador Nelson Werneck Sodré, “a imprensa brasileira, por exemplo, tem uma tradição de lutas políticas memoráveis – da abolição da escravatura à derrubada do Estado Novo”. Com o desenvolvimento de novos meios de comunicação e sua disseminação pelas camadas populares, a influência da mídia nas transformações sociais parece ter aumentado. (…) A mídia televisiva associada ao jornalismo se mostra ainda mais eficaz em afetar a sociedade. Isto devido tanto ao alcance massivo que a primeira conseguiu, quanto à credibilidade conquistada historicamente pelo segundo. A massa (tele)espectadora confia na mediação, feita pela mídia, entre os governantes e os governados. Uma relação de cumplicidade e confiança é estabelecida com o público, conferindo poder à mídia, sendo que esse poder é legitimado pelo próprio público, por meio da audiência. E quanto maior a audiência, maior o poder midiático, daí o fenômeno massivo e poderoso que é a televisão.

Fonte: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-1123-1.pdf

Texto 4: Gráfico

Fonte: http://www.ufrgs.br/obcomp/noticias/23/396/divulgados-os-resultados-da-pesquisa-brasileira-de-midia-2016/

Texto 5: ‘A espiral do silêncio’ examina os mecanismos de manipulação da opinião pública

Em meados da década de 70, a cientista política Elisabeth Noelle-Neumann formulou a Teoria da Espiral do Silêncio, após uma análise profunda das pesquisas eleitorais na Alemanha. Evidências mostravam que o medo do isolamento social era o principal fator determinante das manifestações de opiniões políticas – bem como da opção pelo silêncio. Em resumo, a tese é que, quando uma opinião é percebida como majoritária, as pessoas demonstram maior predisposição a se manifestar, enquanto os que têm uma opinião minoritária tendem a ficar calados. O silêncio leva ao enfraquecimento ainda maior da opinião minoritária, e ao fortalecimento da opinião que parece prevalecer. Um dos resultados disso é que o foco da propaganda política passa a ser o convencimento de que determinadas opiniões são majoritárias na sociedade, o que nem sempre corresponde à verdade.


A teoria está exposta no já clássico “A espiral do silêncio – Opinião pública: Nosso tecido social” (Estudos Nacionais, 344 pgs. R$ 79), publicado originalmente em 1982, que finalmente chega ao Brasil. Com o peso crescente das redes sociais no debate político, as questões investigadas no livro parecem mais atuais do que nunca, já que o ônus de não ter uma opinião compartilhada pela maioria foi exponencialmente amplificado. Aumentou, assim, a aversão ao confronto, o que alimenta falsos consensos por meio da intimidação e do constrangimento público. Em um ambiente no qual ousar dizer aquilo que se pensa se tornou um comportamento de risco – e no qual a liberdade de expressão é relativizada – mais e mais pessoas preferem se recolher e ficar caladas, simulando uma adequação ao seu entorno social ou adotando uma conduta imitativa, à ameaça de perder amigos, de sofrer perseguição e de se verem isoladas em seu grupo social.

Nesse contexto, em nome de um discurso de tolerância, frequentemente se exerce a intolerância mais radical em relação a qualquer pensamento divergente. Esmagado pela ditadura do politicamente correto, o cidadão comum percebe que já não pode mais expressar suas opiniões livremente, pois a diferença de pensamento é cada vez menos tolerada pela classe falante, autointitulada detentora da verdade. Ainda que minoritária, no Brasil essa classe domina o ambiente acadêmico e as redes sociais, empenhando-se permanentemente para impor seu ponto de vista e calar o dos adversários. A manipulação da opinião pública – tanto na mídia quanto nas relações interpessoais no entorno social – se transforma, assim, em uma ferramenta de controle social. O fato é que a maioria das pessoas tende a aderir ao pensamento percebido como dominante em seus círculos de convivência.

Noelle-Neumann dedica boa parte do livro a investigar a relação entre os meios de comunicação e mecanismo de controle social embutido na espiral do silêncio – sobretudo em períodos eleitorais, quando o comportamento dos eleitores pode ter consequências dramáticas para a sociedade. A percepção de quais são as escolhas aceitáveis pela maioria influencia decisivamente o voto do cidadão comum, mas pode também levar ao fenômeno do voto envergonhado. Estas nem sempre são condutas conscientes, uma vez que elementos irracionais e emocionais também desempenham seu papel, seja na opção pela sujeição resignada, seja na opção pela revolta silenciosa.

Uma das conclusões de Noelle-Neumann é que as pesquisas servem mais para formar e determinar a opinião pública do que para aferir sua verdadeira feição. Entender esse processo é fundamental para lidar de forma consciente com as pressões a que estamos submetidos cotidianamente – pressões que aumentarão à medida que se aproximarem as eleições.

Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/espiral-do-silencio-examina-os-mecanismos-de-manipulacao-da-opiniao-publica.html

Texto 6: Charge

Fonte: https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/np.1439860836338845.100005065987619/1029080817137224/?type=1&theater

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

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