Os impactos psicológicos em tempos de isolamento social

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os impactos psicológicos em tempos de isolamento social”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Os impactos psicológicos da quarentena e como reduzi-los

Muitos têm sido os esforços no sentido de compreender os diversos impactos que a pandemia provocada pelo Novo Coronavírus apresentará sobre os cenários da saúde e da economia, seja em curto, médio ou longo prazo. 

Nesse sentido, numa tentativa de reduzir a propagação da doença, muitos locais têm adotado a prática da quarentena. Diferentemente do conceito de isolamento, essa prática se caracteriza pela imposição, por parte das autoridades, de restrições em relação ao funcionamento de comércios e serviços, bem como do resguardo de pessoas saudáveis que tiveram (ou não) contato com outras pessoas infectadas.

No entanto, pouco tem se discutido sobre os impactos psicológicos da quarentena para as pessoas envolvidas, bem como sobre as possíveis formas de atenuá-los. Em uma revisão rápida das evidências acerca dos impactos psicológicos da quarentena e de como reduzi-los, Brooks (2020) reuniu estudos realizados em surtos anteriores, como no da SARS, do Ebola ou no da H1N1. 

Ele constatou que havia uma maior prevalência de respostas emocionais negativas entre as pessoas que estiveram em quarentena, como “medo”, “tristeza”, “culpa”, “confusão”, “raiva”, “humor baixo”, “irritabilidade”, “ansiedade”, “insônia”, dentre tantas outras.

Isso ficou ainda mais evidente entre os profissionais da área de saúde. Alguns estudos apontaram o fato de terem sido colocados em quarentena como um fator preditivo de sintomas associados ao abuso ou dependência de álcool, à depressão e aos transtornos de estresse agudo e de estresse pós-traumático mesmo três anos após o período da quarentena. 

Também foi possível notar alguns desses sintomas na população geral, e um estudo identificou uma relação direta entre pessoas que tinham histórico de doença psiquiátrica e a apresentação de ansiedade e raiva quatro a seis meses após a liberação da quarentena, sugerindo que essas pessoas precisariam de um suporte extra durante a quarentena.

Além do mais, muitos participantes continuaram a se envolver em comportamentos de prevenção após o término da quarentena, e, para algumas pessoas, o retorno à normalidade levou muitos meses (BROOKS, 2020). 

Fonte: https://www.sanarmed.com/

Texto 2: Coronavírus: os impactos psicológicos da quarentena

A maioria dos estudos indica efeitos psicológicos negativos como sintomas de estresse pós-traumático, sintomas depressivos, tristeza, abuso de substância, estado confusional e irritabilidade.

Especialmente entre profissionais de saúde, observou-se maior probabilidade de ocorrência de exaustão, distanciamento social, ansiedade frente a pacientes febris, irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, indecisão, prejuízo na performance laboral, relutância ao trabalho ou resignação. Poucos estudos relataram pacientes em quarentena com sentimentos positivos como felicidade, alívio e proteção.

Os fatores estressores observados incluem: o próprio estado de quarentena, o qual implica em modificação da rotina e limitação da mobilidade, duração prolongada da quarentena, medo de infecções, frustração, tédio, suprimentos inadequados, informação limitada, perdas financeiras e estigma. Alguns autores sugerem que os impactos psicológicos prolongados gerados pela quarentena podem durar até três anos após, e que o histórico de transtorno mental consiste em fator de risco para a maior durabilidade dos impactos psicológicos negativos.

Fonte: https://pebmed.com.br/

Texto 3: Como lidar com os impactos emocionais em tempos de quarentena?

omo proteger nossa saúde emocional neste período? 
1° Entender que é uma fase.
Não sabemos ao certo quanto tempo irá durar. Mas, com certeza, irá passar.; 

2° O mundo todo está assim.
É necessário ter consciência de que todos estão vivendo a mesma realidade e se adaptando a ela; 

3° Filtrar as notícias.
Devemos selecionar as informações e, não raro, distanciar-se de algumas notícias.

4° Criar uma rotina.
Procurar manter uma rotina é essencial, mesmo dentro de casa.

5° Aproveitar a companhia dos entes queridos.
Abra novas possibilidades para o momento. Estar mais próximo da família, pronunciar e ouvir seus entes e amigos, compartilhar as angústias e acolher aquelas que chegam até você. 

6° Se desenvolva.
Procure deslocar e transformar sua energia sobrecarregada em potência: ler, estudar, ajudar o próximo.

7° É preciso reflexão.
Reservar um momento de privacidade, para entrar em contato e reconhecer os seus sentimentos, chorar se preciso for. Porque somos humanos e humanos transbordam. 

8° Dê carinho.
É preciso abraçar quem está com você, dar e receber calor. 

9° Respirar, respirar, respirar. 
O momento é de presença implicada, vivemos o presente em sua integridade e completude. É tempo de olharmos à nossa volta, notarmos o despercebido, o invisível, o sutil. Depois dessa experiência, é bem provável que não sejamos os mesmos. 

Contudo, se os dias estiverem pesados demais, cabe procurar alguém de confiança e/ou auxílio especializado on-line. Afinal, em tempos de mobilização social, a empatia transcende. Há muitas pessoas e profissionais promovendo o bem. 

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog

Texto 4: Gráfico

Fonte: https://istoe.com.br/a-doenca-do-medo/

Texto 5: Charge

Fonte: http://estanciadeguaruja.com.br/charge-da-semana/charge-da-semana-quarentena/

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

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