Tema: Alternativas para a exploração sustentável de recursos naturais no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para a exploração sustentável de recursos naturais no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Recursos naturais

Os recursos naturais são de fundamental importância para as sociedades, mas podem esgotar-se caso não sejam utilizados corretamente.

Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

Podemos chamar de recursos naturais todos os elementos disponibilizados pela natureza que podem ser utilizados pelas atividades humanas. Dessa forma, as florestas, o solo, a energia solar, o movimento dos ventos, os animais, os vegetais, os minérios, a água e muitos outros são recursos naturais, pois a sociedade utiliza-os economicamente.

Inicialmente, o ser humano mantinha uma relação de equilíbrio com a natureza. Porém, com o tempo, foram sendo desenvolvidas técnicas de acúmulo e plantio que permitiram ao homem que fizesse maiores transformações sobre o meio e também sobre o espaço geográfico. Foi no período Neolítico que a agricultura constituiu-se, formando as bases estruturais para que se firmassem as primeiras civilizações.

Existem diferentes formas de aproveitar os recursos naturais, tais como: a prática da agricultura, caça, pesca, extrativismo mineral e vegetal, entre outras atividades socioeconômicas.

Com o passar dos milênios, as diferentes técnicas foram aprimorando-se, e as sociedades foram desenvolvendo formas de apropriar-se mais e melhor dos elementos da natureza, o que intensificou a exploração dos recursos naturais. Essa utilização cada vez maior desses recursos poderá, futuramente, resultar em sua extinção.

Para melhor entender essa questão, os recursos naturais são classificados em renováveis e não renováveis:

Os recursos naturais renováveis, como o próprio nome indica, são aqueles que são inesgotáveis (como a luz solar e os ventos) ou aqueles que possuem capacidade de renovação, seja pela natureza (a água, por exemplo), seja pelos seres humanos (os vegetais cultivados na agricultura).

Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que não possuem capacidade de renovar-se ou que a renovação é muito lenta, levando milhares de anos para ser concluída. É o caso do petróleo, que leva um longo período geológico para formar-se, mas é retirado rapidamente graças ao desenvolvimento de técnicas específicas. Os minérios em geral (ouro, cobre, ferro e outros) são exemplos de recursos não renováveis que podem esgotar-se no futuro.

É válido lembrar que até mesmo alguns dos recursos renováveis poderão se tornar mais escassos caso sejam utilizados indevidamente. A água, mesmo se renovando, pode acabar, pois o ser humano só pode consumir a água potável, que se diminui cada vez mais com a poluição dos rios e dos recursos hídricos em geral. O solo, por sua vez, caso não seja preservado, também pode tornar-se improdutivo. As florestas sofrem com o avanço do desmatamento pelo mundo, de modo a prejudicar ainda mais a disponibilidade dos bens por elas fornecidos.

Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/recursos-naturais.htm

Texto 2: Exploração de recursos naturais mais do que triplicou em 50 anos

Relatório da ONU alerta que extração de materiais, combustíveis e alimentos responde por cerca de metade das emissões de gases estufa

RIO – Um relatório divulgado pela ONU nesta terça-feira alerta que a extração de recursos naturais mais do que triplicou desde 1970, um ritmo mais acelerado do que o crescimento populacional. Entre os principais destaques está o avanço de 45% no uso de combustíveis fósseis.

O documento, intitulado Panorama Global sobre Recursos 2019, preparado pelo Painel Internacional sobre Recursos (IRP, na sigla em inglês), foi examinado durante a maior assembleia ambiental do mundo, que acontece esta semana em Nairóbi, no Quênia. Entre os objetivos do estudo está a análise de padrões de consumo dos últimos 50 anos, contribuindo para que os formuladores de políticas públicas elaborem projetos de economia sustentável.

Segundo o panorama, ao longo das últimas cinco décadas, a população dobrou e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou quatro vezes. A extração global anual de materiais, por sua vez, passou de 27 bilhões de toneladas para 92 bilhões de toneladas em 2007. Seguindo este ritmo, o volume pode dobrar até 2060.

Também estima-se que, até 2060, mantido o atual ritmo de exploração de recursos naturais, haverá uma redução de mais de 10% das florestas e 20% das pradarias, entre outros habitats. Já as emissões de gases-estufa aumentarão até 43%.

— O panorama mostra que estamos avançando sobre os recursos finitos do planeta como se não houvesse amanhã, causando mudanças climáticas e a perda de biodiversidade ao longo do caminho – condena Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente. – Francamente, não haverá amanhã para muitas pessoas se não pararmos.

Ainda de acordo com o relatório, “a extração e o processamento de materiais, combustíveis e alimentos respondem por cerca de metade do total global de emissões de gases do efeito estufa e por mais de 90% da perda de biodiversidade e estresse hídrico”.

Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente e copresidente do IRP, ressalta que o setor privado já está “sentindo na pele” os efeitos provocados pela exploração ambiental descontrolada.

— Não há como manter o crescimento econômico mundial se não houver controle sobre a extração de recursos — ressalta. — Por isso, manter o bem-estar da Humanidade implica o estabelecimento de um pacto ambiental.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/exploracao-de-recursos-naturais-mais-do-que-triplicou-em-50-anos-23516548

Texto 3: Exploração de recursos naturais é principal fonte de financiamento do terrorismo
 

A exploração ilegal de recursos naturais é a principal fonte de financiamento de máfias internacionais e grupos terroristas, revela um relatório internacional publicado nesta quarta-feira.

“Conflitos e terrorismo estão sendo financiados em proporções sem precedentes pelo crime organizado transnacional e pela renda ilícita obtida com a exploração de recursos naturais”, diz o relatório “Atlas Mundial de Fluxos Financeiros Ilícitos”.

De acordo com cálculos estabelecidos pelos autores, especialistas da Interpol e de duas ONGs, a Global inicitiative against transnational organized crime e a norueguesa RHIPTO, a exploração e venda ilegal de recursos naturais por grupos criminosos ou grupos armados chegaria a 31 bilhões de dólares ao ano.

A exploração ilegal de recursos naturais, como ouro, diamantes, petróleo e até animais silvestres, representa 38% da renda de grupos armados envolvidos em conflitos.

 
É seguido pelo tráfico de drogas (28%), coleta de impostos ilegais, extorsão e roubo (26%), doações externas (3%) e pagamento de resgates por sequestros (3%).

Estima-se, por exemplo, que em 2017 o Talibã afegão tenha recebido entre US$ 75 e US$ 95 milhões graças ao tráfico de drogas e à exploração de terras ricas em recursos.

Além disso, segundo dados de 2017, o Estado Islâmico teria, graças à exploração ilegal de recursos naturais ou à imposição ilegal de impostos, uma renda de cerca de 10 milhões de dólares por mês.

O relatório está disponível em: https://drive.google.com/file/d/1yTTBJqL05ggjeZ0ucf1ElIp4o6T8hIjq/view

Fonte: https://istoe.com.br/exploracao-de-recursos-naturais-e-principal-fonte-de-financiamento-do-terrorismo/

 

Texto 4: Brasil precisa corrigir a forma de exploração dos recursos naturais

Métodos de exploração agrícola e de criação de animais são responsáveis por boa parte dos problemas ambientais enfrentados no mundo. O Brasil é o segundo país que mais emite gases de efeito estufa em decorrência da exploração da terra. Mas há como melhorar

O Brasil é o segundo país do mundo com maior emissão de gases de efeito estufa (GEE) por uso da terra, atrás apenas da Indonésia, e o oitavo no ranking de lançamento de dióxido de carbono (CO2) por resíduos. Os dados do Observatório do Clima apontam para a necessidade urgente de corrigir a forma de exploração dos recursos naturais. As perdas de um terço da produção agrícola e os gases de animais da criação pecuária também emitem GEE, mais do que a poluição do ar pela queima de combustível de toda a frota de veículos. Essa reportagem da série sobre sustentabilidade dos quatro elementos — água, ar, terra e fogo — aborda o uso do solo.

O Brasil possui mais de 250 milhões de hectares de terras agrícolas limpas. Do total, 172 milhões de hectares são dedicados a pastagens e 80,3 milhões às culturas de soja, cana-de-açúcar, milho e floresta plantada. A estimativa do WWF-Brasil é de que 50 milhões de hectares de pasto estejam em alto nível de degradação. Recuperar essas áreas, aumentar sua produtividade ou convertê-las em vegetação natural poderiam melhorar o uso da terra.

A produtividade atual das pastagens no Brasil está em 32% do potencial, e um aumento para 49% a 52% liberaria terreno suficiente para permitir o crescimento de culturas até 2040 sem cortar uma única árvore, afirma Edegar de Oliveira Rosa, coordenador do Programa Agricultura e Alimentos do WWF-Brasil. “As commodities têm grande papel no uso da terra no Brasil, e com expectativa de aumento da demanda, porque seremos 9 bilhões de pessoas no planeta em 2050.”

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/03/05/internas_economia,741108/brasil-precisa-corrigir-a-forma-de-exploracao-dos-recursos-naturais.shtml

 

Texto 5: Mundo já perdeu metade dos animais

Fonte: https://super.abril.com.br/ciencia/mundo-ja-perdeu-metade-dos-animais/


 

 

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

5 thoughts to “Tema: Alternativas para a exploração sustentável de recursos naturais no Brasil”

  1. A ascensão do Capitalismo proporcionou mudanças sociais, que culminaram no estabelecimento do atual estilo de vida contemporâneo, caracterizado pelo consumismo e a exploração desenfreada de recursos, fatores decisivos para o avanço de problemas ambientais. Apesar de recente, tal empecilho merece atenção, pois coloca em risco tanto belezas naturais brasileiras, retratadas na canção do exílio de Gonçalves Dias, como também o bem estar da população.Contudo, convém analisar melhor esta problemática.
    Primeiramente, é válido ressaltar, que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental, por meio da sustentabilidade, porém durante muitas décadas este termo foi ignorado, o que levou a um aumento significativo na emissão de gases e na exploração de recursos. Contudo, existem fator e que colaboram com o desenvolvimento deste problema, como por exemplo o descaso do governo e a ausência de um senso crítico ambiental, que leva a população a praticar atos que prejudicam o meio.
    Portanto, infere-se que os problemas ambientais são em parte resultado de uma educação ineficiente, reflexo da precariedade do sistema educacional brasileiro. Evidencia-se assim que tal impasse, na realidade não se trata de uma questão exclusivamente ambiental, mas também social, configurando assim sua solução como complexa, pois exigem mudanças profundas, porém necessárias, devendo estas serem efetuadas o quanto antes, para que o progresso presente na bandeira brasileira, seja mais do que parte de uma frase positivista e represente a realidade do país.
    Sob esta perspectiva, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério Da Educação, promover palestras em escolas e comunidades, que vissem despertar na população um censo critico ambiental, pois assim estes poderão distinguir suas ações e adotar hábitos que colaborem com o preservação do meio ambiente. Além disso, deve-se também fornecer incentivos à imprensas privadas, para que estas adotem práticas sustentáveis, conciliando lucro e preservação.Com medidas como estas é possível garantir que as belezas brasileiras citadas no poema de Gonçalves Dias continuem presentes no país

    1. Introdução meio confusa, Começou o parágrafo de argumentação com uma conclusão, faltou detalhar melhor a proposta de intervenção, termos vagos e alusões desconexas com o texto, erro de palavras (vissem, imprensas). Nota 720.

  2. A expansão do capitalismo e a globalização, possibilitou a maior disseminação de ideais consumistas. Com isso, a exploração irregular do meio ambiente aumentou, pondo em risco o futuro do planeta. Nesse sentido, o reflorestamento e a coleta seletiva são meios alternativos ao combate dessa problemática.
    Primeiramente, vale ressaltar o reflorestamento. Tendo em vista que as árvores são responsáveis pela absorção de gás carbônico (CO2), e por liberar o gás oxigênio (O2), assim, o desmatamento têm se destacado como um dos principais fatores responsáveis pelo efeito estufa, ou seja, o aquecimento anormal do planeta devido ao excesso do CO2 e outros gases na superfície terrestre. Dessa forma, com a reposição das árvores cortadas, diminuirá o índice do gás poluente, reduzindo as consequências provocadas.
    Seguindo essa análise, destaca-se também a coleta seletiva. Nesse sentido, o descarte adequado do lixo é fundamental a preservacão do ambiente, visto que seu acúmulo provocam sérios problemas, seja na morte de animais marinhos, através da ingestão de sacolas plásticas, como também pela liberação de um líquido denominado chorume, que contém o gás metano, outro agravante do efeito estufa. Sendo assim, com a coleta adequada, facilita-se a reciclagem dos objetos, e consequentemente mantém-se o equilíbrio ecológico e a emissão dos gases poluentes.
    Portanto, é necessário combater a exploração irregular do meio ambiente. Com isso, o governo deve elaborar projetos de conservação ambiental, por meio da elaboração de políticas públicas que as efetivem de forma eficaz, possibilitando a coleta seletiva, separando os materiais para descarte adequado à reciclagem, e o uso de produtos ecológicos que não agridem a natureza, como também na conscientização da população, através de cartazes e palestras nas escolas. Espera-se, desse modo, a conservação e a redução das consequências as futuras gerações.

    1. Excelente redação. Acredito que faltou um pouco de coerência na proposta, pois o agente é o governo e quem irá separar os materiais para descarte? Há erro de concordância (seu acúmulo provocam, o desmatamento têm), vírgula entre sujeito e predicado. Nota: 880

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