TEMA DE REDAÇÃO: Combate à Epidemia de Ansiedade no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ”Combate à Epidemia de Ansiedade no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1: Brasil sofre com epidemia de ansiedade e depressão

 

O país é líder em casos de transtorno de ansiedade e quinto colocado em número de pessoas com depressão
 

Por Caroline Borba e James Mello

De acordo com relatório divulgado em fevereiro de 2017 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são 18,6 milhões brasileiros diagnosticados com ansiedade e 11,5 milhões com depressão – a maior prevalência desse transtorno na América Latina e a segunda nas Américas, atrás somente dos Estados Unidos, que têm 19 milhões de depressivos.

Diante do aumento preocupante desses índices, essa primeira parte da série de reportagens O mal estar contemporâneo busca entender o que são ansiedade e depressão, como e por que se manifestam e a realidade de quem lida com esses transtornos no seu dia a dia.

Ansiedade
Considerada uma reação normal do nosso corpo diante de situações que podem representar uma ameaça – um frio na barriga em véspera de prova, o medo de viajar para um lugar novo e distante, o nervosismo na hora de apresentar um trabalho -, a ansiedade faz parte da nossa vida. De acordo com a Psiquiatra Marjorie Duran, todas as pessoas sentem ansiedade, isso porque ela cumpre uma função de proteção – um mecanismo que nos deixa receoso diante de algo que não conhecemos.

O que torna esse sentimento um transtorno é a intensidade e frequência com que acontece. “Quando a resposta a uma situação é exacerbada, muito grande, quando desenvolve sintomas físicos e/ou psíquicos por um longo período, nesse caso, torna-se algo patológico”, observa Marjorie. Uma pessoa que tenha mutismo seletivo, um tipo de transtorno de ansiedade relacionado ao medo de falar em público, por exemplo, pode ter dificuldade para respirar, aceleração do batimento cardíaco, tremores, entre outras reações. Isso acaba incapacitando o indivíduo e prejudicando sua vida em termos de estudo, trabalho e relacionamento.

O processo de diagnóstico de transtorno mentais sempre é algo complexo e delicado. Quando uma pessoa tem pneumonia, por exemplo, exames são realizados e apontam o problema, mas para diagnosticar uma doença psicológica é preciso avaliar questões como a genética (histórico familiar) e o ambiente (memórias e experiências). Para a psiquiatra Marjorie, uma das maiores dificuldades em compreender as questões psicológicas reside no fato de que as pessoas têm facilidade em entender diferenças físicas (como a cor de cabelo ou dos olhos), mas, quando se trata de aspectos emocionais, isso não acontece. “As pessoas imaginam que todo mundo tem que ser igual ou muito parecido. Tem que estar estável, emocionalmente bem, o humor normal, mas essa diversidade também está presente. A tua personalidade, teu jeito de ser, são reflexos da tua genética e das tuas experiências de vida”, destaca.

O psicólogo Antônio Cardoso acredita que essa dificuldade de compreender a diferença do outro e de se colocar em seu lugar está muito relacionada ao modo como vivemos hoje. O consumismo e o uso excessivo de meios de comunicação, como as redes sociais, vem mudando a forma como nos relacionamos. A necessidade de estarmos sempre conectados cria uma situação ambígua: ao mesmo tempo em que podemos nos comunicar com qualquer pessoa, criamos uma parede invisível, que nos isola daqueles próximos a nós. “As famílias não estão conversando mais em casa. Antes, a televisão levava a culpa; agora, cada pessoa está com o seu celular. Entra em qualquer local com fila de espera e você vê que, no mínimo, 80% das pessoas pega o seu  celular e não conversa com quem está na volta”, complementa. Além disso, a velocidade no fluxo de informações que recebemos hoje, essa noção de instantaneidade, colabora para o desenvolvimento da ansiedade. Situações em que a pessoa está sempre verificando o telefone, em busca de novas mensagens, curtidas, notícias, ou sentindo angústia quando alguém demora para responder, estão se tornando frequentes.

Essa perda de contato direto com o outro também acaba nos privando de experiências fundamentais. Momentos que nos auxiliam na formação da personalidade, na administração de frustrações e na capacidade de sentir empatia, como destaca Marjorie: “Por exemplo, as crianças na escola ficam cada uma no seu celular os 15 minutos de intervalo. Interagindo com quem? Frustrando-se com o que? Porque, quando a gente brinca na escola e perde uma corrida, a gente se frustra. Começa a criar o teu campo de experiências, de memórias, de frustrações, para poder elaborar as coisas.”

E para aprender a superar as dificuldades e encarar novos desafios, consultar um psicólogo ou psiquiatra pode ser uma saída. Somente especialistas podem avaliar o caso e prescrever o tratamento. Marjorie observa que o uso de medicação, por exemplo, nem sempre é recomendado. “Quando você usa só a medicação, não desfaz a experiência que causou tudo aquilo. Você só está bloqueando o processo. Pode precisar da medicação naquele primeiro momento, para a pessoa se sentir mais aliviada A partir daí, pode realizar um entendimento do que a levou àquela situação, para que não aconteça mais”, explica. E se ao longo da vida nós acabamos não aprendendo a lidar com situações que nos causam desconforto, esse sentimento de angústia, de medo, de tristeza, pode aumentar e acabar evoluindo para algo pior.

Fonte: https://www.ufrgs.br/humanista/2017/11/27/brasil-sofre-com-epidemia-de-ansiedade-e-depressao/

TEXTO 2: Brasil lidera ranking de transtorno de ansiedade e depressão. Mulheres são maioria

Cansaço, tristeza, falta de ar e vontade de ficar somente em casa. A princípio, esses parecem ser apenas sinais de que um determinado dia não foi bom. Porém, quando eles se tornam frequentes, é preciso ficar de olho, pois podem indicar a ocorrência de problemas psicológicos como Ansiedade e Depressão.

De acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. No Brasil, cerca de 5,8% da população tem a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Dentre os sintomas mais básicos estão a tristeza sem relação com a vida pessoal, culpabilização, perda de energia, alteração do sono e do apetite, entre outros.

Ansiedade, o mal do século e do Brasil

A ansiedade, considerada por especialistas o mal do século também vêm ganhando espaço entre os transtornos mais sentidos pelo brasileiro. Um levantamento realizado no ano de 2018 pela OMS constatou que o Brasil está no topo, com 9,3% da população manifestando o quadro. Assim como a depressão, foi visto que o sexo feminino é o que mais sente as consequências com 7,7% sendo ansiosas e 5,1%. Nos homens, a porcentagem cai para 3,6% em ambos os casos.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/saude/noticias/1981576-brasil-lidera-ranking-de-transtorno-de-ansiedade-e-depressao-mulheres-sao-maioria

 

TEXTO 3: Brasil tem maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo, diz OMS

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo e o quinto maior com depressão. No total, 18,6 milhões de brasileiros viviam com algum transtorno de ansiedade em 2015 e 11,5 milhões de pessoas, com depressão no País.

Dados publicados nesta quinta-feira, 23, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 322 milhões de pessoas pelo mundo sofrem de depressão, 18% a mais que há dez anos. O número representa 4,4% da população do planeta.

Fonte: https://istoe.com.br/brasil-tem-maior-taxa-de-transtorno-de-ansiedade-do-mundo-diz-oms/

 

TEXTO 4:

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1053547-ansiedade-e-transtorno-mais-comum-na-grande-sao-paulo.shtml

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

7 thoughts to “TEMA DE REDAÇÃO: Combate à Epidemia de Ansiedade no Brasil”

  1. Durkheim, explica que as pessoas estão presas a um fator social. Assim os indivíduos se pressionam a corresponder os paradigmas sociais. Ten-se assim que pressões psicológicas afetam a saúde mental das pessoas.
    Em primeiro plano, é notável que o medo oriundo de pressão sociais tem relação definitiva com ansiedade. A Organização Mundial de Saúde(oms) relata que cerca de 9,3% da população brasileira manifesta a ansiedade. colocando assim, ansiedade como um dos principais problemas do século XXI.
    Outrossim, as instituições são responsáveis de transformar toda uma população. Segundo o filósofo kant, “o indivíduo é aquilo que a sociedade faz dele”, com esse pensamento chega-se a concluir que a atual conjuntura é um dos responsáveis da problemática.
    Portanto é indubitável, Que medidas são necessárias para resolver essa situação. Necessita que o Ministério da Saúde crie política para assegurar um tratamento adequado com os profissionais-psicólogos e psiquiatras- para uma melhor saúde populacional. Afim que, ocorra uma queda nos dados da OMS.

  2. A ansiedade é um fenômeno natural e comum a todos os indivíduos,e sempre ocorre quando estamos prestes à fazer algo novo ou almejando algo que gostamos.E isso vem afetando principalmente os jovens,que estão sempre vivendo uma nova etapa da vida.
    Com os avanços tecnológicos,a população do século XXI vivem uma epidemia de ansiedade,devido ao crescimento de informações,entretenimentos,redes sociais e etc.Em geral,tudo pode causar ansiedade,as palavras ditas por alguém,a imaginação de um acontecimento futuro,os resultados de alguma prova importante,e vários outros.
    É importante ressaltar também que,a ansiedade é um problema que precisa ser tratado com psicólogos se estiver fora do normal,pois existem vários casos por exemplo de obesidade,onde um dos principais aliados que contribuem para ela é a ansiedade.Entretanto,é nítido ver que a ansiedade não é um simples emocional do ser humano,mas é também muitas das vezes prejudicial a saúde,por isso deve ser avaliado de acordo com cada indivíduo.
    Diante disso,é constatado que,dependendo de cada indivíduo e da genética familiar a ansiedade pode ser um problema de saúde,mas que também precisa ser avaliado.Por isso há Caminhos a ser percorrido no país que traria a prevenção do problema da epidemia,que é criar um projeto em locais privados,como escolas,faculdades e empresas reunindo psicólogos para falar e testar o grau de ansiedade de cada um,visando melhorar as condições de vida da população.

      1. As revoluções industriais proporcionaram mudanças sociais, que culminaram no estabelecimento do estilo de vida contemporâneo, caracterizado pela pressa e a insegurança, fatores decisivos para o desenvolvimento de distúrbios da ansiedade.Apesar de ser um problema recente este merece atenção, pois causa grandes impactos na vida daqueles que o possuem, chegando a impossibilitar a prática de atividades essenciais.Contudo convém analisar melhor está problemática.
        Primeiramente é válido ressaltar, que a ansiedade definida por Augusto Cury como um sofrimento antecipado é um sentimento natural, porém quando demasiado este pode vir a se tornar um problema, interferindo assim na vida de quem o possui, levando-o a um sofrimento profundo. Contudo, existem fatores que colaboram com o desenvolvimento desta doença psicológica, como exemplo pode-se citar o Brasil, país que enfrenta diversos empecilhos sociais, entre os quais se destaca a violência e o desemprego, os quais justificam o elevado índice de ansiedade constatado pela OMS.
        Portanto, infere-se que os distúrbios da ansiedade apesar de serem problemas com relações genéticas, podem ser ocasionados por questões sociais, como a precariedade da segurança pública e o estresse presente no novo modelo de vida da população. Evidencia-se assim, que este problema referido por muitos como “o novo mal do século”, na realidade se trata de uma questão social e não psíquica , configurando a solução deste impasse como complexa , porém necessária , devendo esta ser efetivada o quanto antes, para que o progresso presente na bandeira brasileira, seja mais do que parte de uma frase positivista e represente a realidade do país .
        Sob esta perspectiva, cabe ao Governo Federal em parceria com os demais ministérios, realizar a adoção de medidas que visem promover melhorias na vida da população, como por exemplo o aperfeiçoamento dos serviços públicos, principalmente o da segurança pública, pois adiante da violência os riscos de desenvolver a doença aumentam.Além do mais, campanhas e palestras com psicólogos devem ser disponibilizadas em escolas e associações de moradores, visando desta forma diagnósticar e tratar aqueles que já possuem o problema, minimizado a prorrogação deste sofrimento. Com medidas como estas é possível não só solucionar um impasse social, mas sim muitos, que hoje assombram a população, fazendo do progresso possibilitando pelas revoluções industriais pleno.

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