Tema: Caminhos para diminuir o problema do desemprego no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos para diminuir o problema do desemprego no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Desemprego no Brasil vai cair em 2019 e 2020, diz OIT

GENEBRA – As taxas de desemprego no Brasil vão cair em 2019 e 2020. Mas o avanço na criação de postos de trabalho será lento e o País corre o risco de ter de esperar “anos” até ver as taxas retornarem para níveis registrados antes da recessão. Segundo a avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o índice brasileiro de desemprego é ainda mais de duas vezes superior à média mundial, de cerca de 5% em 2019.

Em seu informe anual, a OIT aponta para uma taxa de desemprego no Brasil de 12,8% em 2017 e 12,5% ao final de 2018. Para 2019, o índice pode cair para 12,2% e, em 2020, essa taxa seria de 11,7%.

Segundo os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego média no País em 2018 foi de 12,3%. No trimestre encerrado em dezembro, o porcentual de desempregados era de 11,6%.

De acordo com a OIT, a queda na taxa de desemprego está ligada à recuperação da economia. Em 2018, a expansão foi de apenas 0,7%. Mas a perspectiva da entidade é de que o crescimento seja e 2,4% em 2019.

Segundo as previsões da OIT, em números absolutos, o total de brasileiros desempregados chegará a 13,1 milhões em 2019 e, em 2020, o número seria de 12,7 milhões. Números da Pnad Contínua apontam, no entanto, que o número de brasileiros desempregados era menor no final de 2018 – um total de 12,195 milhões.

Apesar das quedas, o departamento de pesquisa da OIT estima que um retorno a taxas de 7% de desemprego no Brasil não ocorrerá no curto prazo. O índice havia sido registrado antes de 2014.

Para que esse número tenha uma melhora mais rápida, um forte aumento de demanda teria de ser registrado na economia nacional. A OIT tampouco acredita que, de imediato, a reforma trabalhista possa dar um impulso e seus resultados teriam de ser aguardados para os próximos anos.

As taxas brasileiras, mesmo sofrendo uma queda, continuam entre as mais elevadas do G-20, o grupo que reúne as maiores economias do mundo. No México, o desemprego deve ser de 3,4% em 2019, contra 3,9% nos EUA e 6,1% no Canadá. No  Japão, o índice será de 2,4% contra 3,7% na Coreia.

De acordo com a OIT, a Austrália deve fechar o ano com uma taxa de 5,3%, contra 4,4% na Indonésia, 3,2% na Alemanha, 3,8% no Reino Unido e 4,5% na Rússia. França, Itália e Turquia contam com taxas de desemprego que variam entre 9% e 11%. Mas, mesmo assim, abaixo da média brasileira dos últimos anos.

No geral, a OIT estima que 172 milhões de pessoas estavam desempregadas ao final de 2018, o equivalente a uma taxa de 5%. Essa é a primeira vez que, desde a eclosão da crise financeira em 2008, os níveis globais retornaram para o patamar de 5%. Para 2019 e 2020, a previsão é de que a taxa fique inalterada.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,desemprego-no-brasil-vai-cair-em-2019-e-2020-diz-oit,70002719557

Texto 2: 14 horas numa fila por um emprego: “As contas e a barriga não esperam”

Desemprego no Brasil aumenta e 13,1 milhões de brasileiros estão em busca de um trabalho. Em São Paulo, Mutirão de Emprego atrai 15.000 pessoas e milhares chegam a dormir na fila para deixar o currículo e conseguir uma entrevista de emprego

“Aceito qualquer coisa”. A frase era recorrente entre os candidatos que passaram horas na fila para obter ao menos uma entrevista de trabalho no Mutirão do Emprego, que atraiu 15.000 pessoas interessadas nas 8.000 vagas com carteira assinada oferecidas pelo evento em São Paulo. A média salarial das oportunidades disponíveis não ultrapassa os 1.500 reais, mas os perfis de pessoas atraídas pela possibilidade de poder voltar a pagar minimamente as contas do mês são os mais variados: do profissional pós-graduado ao trabalhador que não completou o ensino médio, está todo mundo no mesmo barco. As razões para tanta procura passam pela falta de perspectiva num momento em que a economia anda lenta, e sem sinais de reação de grande monta. Entre o mês de dezembro e fevereiro, 892.000 brasileiros passaram à categoria de “desempregados”, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), que estima em 13,1 milhões o total de desempregados no Brasil. É uma taxa de 12,4% de trabalhadores sem salário. No mesmo período do ano passado, ainda no Governo Temer, o desemprego era de 12,6%. Mas a economia deu sinais de recuperação na sequência, e a taxa chegou a 11,6% entre setembro e novembro. Agora, voltou a subir.


O elevado número de interessados em busca de uma oportunidade fez com que os organizadores do mutirão (a prefeitura de São Paulo e o Sindicato dos Comerciários) prorrogassem o evento por uma semana, para até esta quinta-feira, 4 de abril. Mas, apesar do mar de gente que chegou a dormir no Vale do Anhangabaú, em três dias de maratona de processo seletivo, apenas 11 vagas de trabalho foram preenchidas. Para o Sindicato dos Comerciários, o baixo número de contratados não representa um fracasso do sucesso do mutirão, já que na maioria dos casos os candidatos selecionados para determinadas vagas disponíveis têm que passar por um segundo processo seletivo interno.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/politica/1554156937_233006.html

Texto 3: Constituição Federal

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Texto 4: Brasil tem segunda maior taxa de desemprego da América Latina, depois do Haiti

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/brasil-tem-segunda-maior-taxa-de-desemprego-da-america-latina-depois-do-haiti/


 

 

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

2 thoughts to “Tema: Caminhos para diminuir o problema do desemprego no Brasil”

  1. O período da revolução industrial,no final do século XVIII,na Inglaterra,representou o início da diminuição de empregos.A criação de máquinas à vapor e o aperfeiçoamento delas, substituíram a mão humana dando origem às máquinas,e isto gerou influência no Brasil e em todo o mundo.No entanto,o problema social persiste seja pela fraca educação escolar,e a falta de capacitação.
    É indiscutível que,o principal motivo do desemprego se dá pela falta de qualidade da educação brasileira.Por ter a finalidade de construir o futuro de todos e formar indivíduos qualificados,o ensino tem sido superficialmente adquirido pela sociedade trazendo como consequência o desemprego.
    Igualmente, destaca-se, que o governo não age para a solução do problema como deveria.No art.6° dos direitos sociais da constituição de 1988 diz que, são direitos de toda a sociedade a educação,a saúde,o trabalho,o lazer,a segurança e a previdência social.Embora esteja escrito na constituição,na prática não funciona como deveria,ou seja,a sociedade vive a mercer das ações do governo em oferecer a capacitação necessária para todos.
    Diante disso,é correto que medidas precisam ser tomadas para diminuir o desemprego no Brasil.Portanto,cada estado deve exigir e promover cursos dentro das fábricas para capacitar o indivíduo em determinada área e criar cursos gratuítos à curto prazo para que enquanto o indivíduo não consegue um emprego,ele tem a oportunidade de de certificar de alguma experiência.Logo,não resolveria totalmente o problema,mas ajudaria à diminuí-lo.

    1. Erro de crase (à vapor), erro de vírgula (,e isto gerou/,e a falta de, etc.), falta provar o primeiro argumento, faltou dizer como serão feitos esses cursos ou detalhá-los mais. Última frase pode melhorar. Nota: 800

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