Tema de redação: Combate ao assédio sexual às mulheres no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ”Combate ao assédio sexual às mulheres no Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: O combate ao assédio sexual nas mãos das mulheres

Ser uma ferramenta de combate ao assédio sexual sofrido pelas mulheres. Esse é o objetivo do Sai Pra Lá, aplicativo criado pela estudante paulista Catharina Doria, 17 anos e mais dois amigos. Por meio dele a mulher pode informar o endereço, período do dia e o tipo de assédio vivenciado, podendo ser definido como “verbal”, “sonoro”, “físico” e “outros”.

A iniciativa começou a sair do papel há 4 meses após a própria Catharina passar pela experiência vivenciada por diversas mulheres diariamente. Foi chamada de “gostosa” na rua por um homem que ainda afirmou que iria “levá-la para casa”. A partir de então ela decidiu utilizar o dinheiro que iria para a viagem de formatura em Cancún, no México, para arcar com os custos de um designer e um desenvolvedor no projeto.

No Sai Pra Lá todas as informações são prestadas de forma anônima, sem que a mulher precise informar sequer a idade ou e-mail. Lançado na terça-feira (3) para download no iOS e Android o aplicativo teve nas primeiras vinte e quatro horas mais de 300 ocorrências.

O objetivo é que, com o aumento dos downloads, seja possível mapear os locais onde as mulheres são mais assediadas e que um reforço na segurança pública seja providenciado.

Fonte: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/o-combate-ao-assedio-sexual-nas-maos-das-mulheres/

 

Texto 2: Campanha de combate ao assédio sexual e violência contra a mulher no Carnaval é lançada na Paraíba


‘Meu corpo não é sua folia’ pretende prevenir casos e incentivar denúncias por todo o estado durante período carnavalesco.

Foi lançada nesta quarta-feira (20) a campanha “Meu corpo não é sua folia” criada pela Rede Estadual de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, com foco na prevenção e denúncia de crimes de importunação sexual e violência doméstica durante o Folia de Rua e o Carnaval deste ano.
A campanha foca em atuar nos blocos pré-carnavalescos por todo o estado, distribuindo cem mil leques do projeto em pontos de grande circulação de foliões e turistas. O Governo também irá veicular em rádio, TV e redes sociais materiais sobre a iniciativa.
“A gente trabalha tanto no sentido da repressão, mas também na mudança de cultura e práticas educativas e no carnaval isso é muito importante que ocorra”, enfatiza a secretária da mulher e diversidade humana, Gilberta Soares.
Importunação sexual é crime e dá cadeia – prevista na Lei 13.718/18. A campanha objetiva prevenir e estimular a denúncia de crimes de importunação sexual e violência doméstica durante todo período carnavalesco e divulgar o trabalho da Rede Estadual de Atenção às Mulheres em Situação de Violência da Paraíba, formada pelas Secretarias da Segurança e Defesa Social, Secretaria do Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH), Tribunal de Justiça e Ministério Público do Estado.
Os casos serão tratados na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), presente nos municípios de Cajazeiras, Sousa, Patos, Campina Grande, Guarabira, Santa Rita, Cabedelo, Bayeux e João Pessoa. Caso não haja uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no município, as denúncias devem ser feitas em qualquer delegacia ou pelos telefones 197 (importunação) e 190 (específico para violência doméstica).
De acordo com a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, “a campanha vai estimular a denúncia das ocorrências à polícia. O mote ‘Meu corpo não é sua folia’ significa que nenhuma mulher pode ter seu corpo tocado ou ser importunada de qualquer forma sem seu consentimento”.

Fonte: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/02/20/campanha-de-combate-ao-assedio-sexual-e-violencia-contra-a-mulher-no-carnaval-e-lancada-na-paraiba.ghtml

 

Texto 3: Combate ao assédio sexual no Brasil exige debate sobre educação e masculinidade, dizem colunistas

Segundo Ilona Szabó, sem dados confiáveis, não dá para desenhar políticas públicas

Texto base no link: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/combate-ao-assedio-sexual-no-brasil-exige-debate-sobre-educacao-e-masculinidade.shtml

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Texto 4: 42% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual

DE SÃO PAULO
Uma parcela de 42% das brasileiras com 16 anos ou mais declara já ter sido vítima de assédio sexual. De forma geral, é mais comum o relato de assédio entre as mais escolarizadas (57%) e de renda mais alta (58% na faixa com renda mensal familiar acima de 10 salários) do que entre aquelas que estudaram até o ensino fundamental (26%) ou estão na faixa de renda familiar mais baixa, de até 2 salários (38%). Além disso, a taxa de católicas que declaram ter sofrido assédio (32%) fica abaixo da registrada entre evangélicos (47%) e mulheres sem religião (68%).

Considerando as formas consultadas, as mais comum são o assédio nas ruas e no transporte público. Nas ruas, uma em cada três brasileiras adultas (29%) declara já ter sofrido assédio sexual, sendo que 25% que sofreram assédio verbal, e 3%, físico, além dos que sofreram ambos. O assédio em transporte público foi relatado por 22%, com incidência similar entre assédio físico (11%) e verbal (8%). O assédio no trabalho foi relatado por 15% das brasileiras, incluindo as formas de assédio físico (2%) e verbal (11%). Há ainda 10% que já foram assediadas sexualmente na escola ou faculdade (8% verbalmente, e 1% fisicamente) e 6% que já sofreram assédio dentro de casa (1% verbalmente, e 4% fisicamente).

Entre as mais jovens, na faixa de 16 a 24 anos, a taxa de vítimas de assédio nas ruas (45%) fica acima da média, e cai conforme o avanço da faixa etária, chegando a 11% entre os mais velhas, com 60 anos ou mais. Entre as mulheres com curso superior, fica acima da média o índice de vítimas de assédio na faculdade ou escola (16%), no trabalho (23%), no transporte público (32%) e nas ruas (33%)

Fonte: https://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2018/01/1949701-42-das-mulheres-ja-sofreram-assedio-sexual.shtml

 

Texto 5:

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/12/1945636-42-das-mulheres-relatam-ja-ter-sofrido-assedio-sexual-aponta-datafolha.shtml#article-aside

 

Willian Afonso

Professor de idiomas, filosofia e redação.

6 thoughts to “Tema de redação: Combate ao assédio sexual às mulheres no Brasil”

  1. Ao longo do tempo, as mulheres vem conquistando espaço no mundo, quebrando os paradigmas da sociedade patriarcal. No entanto, o desrespeito ainda é evidente e pode-se perceber através do assédio sexual vivído diariamente por inúmeras mulheres. Desse modo, o sentimento de superioridade dos homens e a falta de segurança corroboram ao problema.
    Primeiramente, destaca-se os fatores históricos que se contextualizam ainda na sociedade moderna. Nesse sentido, a submissão da mulher ao homem e às tarefas domésticas, de décadas atrás, deixaram grandes marcas na história do Brasil, difíceis de serem removidas. Analisando a veracidade dos fatos, pode-se observar a gravidade e a profundidade desses acontecimentos, pois não trata-se de algo novo, mas sim de uma sucessão histórica de desigualdade e desrespeito, que ainda prevalece.
    Outrossim, vale ressaltar a falta de segurança à favor das mulheres. Tendo em vista que, o assédio se tornou algo “comum”, ocorrendo por toda parte, seja andando na rua, no metrô, em ônibus ou até mesmo nas escolas. Dessa maneira, além de ser constrangedor às vítimas e tratar-se de uma enorme falta de respeito, é crime, considererando-se inadmissível prevalecer na sociedade.
    Com isso, o assédio sexual contra as mulheres deve ser erradicado. Dessa maneira, o governo deve impôr medidas por meio de políticas públicas eficazes, que de fato fiscalizem as leis, para certificar-se que estão sendo cumpridas da forma devida ou estão sendo apenas arquivadas, tornando-se somente mais um fato. Espera-se, desse modo, pôr em prática os direitos das mulheres, buscando uma sociedade livre e igualitária.

  2. O assédio sexual não é um problema recente. No Brasil, por exemplo, em 2016 uma adolescente foi vítima de estrupo coletivo por 33 homens no Rio de Janeiro. Atualmente, muitas mulheres sofrem essa violência, encontra-se vários casos de abuso que persiste no país, tais obstáculos precisam ser combatidos, ou seja, pela promoção de uma mudança de mentalidade social ou pela realização de projetos em prol a população feminina.
    Na primeira análise, entende-se que a descriminação é um entrave para o paradigma. A propósito, o filósofo Rousseau disse que, “a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável “. Dessa forma, seguindo essa linha de raciocínio, o pouco respeito com as mulheres assemelhar-se no princípio do autor, uma vez que , indivíduos trata o sexo feminino de forma majoritária, isto é, trazendo um carácter sexual em que a mulher está sempre pronta para realizar os fetiches masculinos. Paralelamente, criando uma imagem feminina idealizada pela sua escolha na sociedade, sendo vítima de violência física ou psicológica.
    Por conseguinte, presencia-se poucas denúncias em relação ao assédio sexual. No entanto, são constantes as notícias de baixo nível de acusações, muita vezes, a mulher tem vergonha, medo de revelar sua identidade ou e ameaçada. De fato, as vítimas ficam submetidas a não preenche queixa devido ao sistema de denuncia que não priva a imagem da mulher violentada.
    Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, o Estado , como também o Ministério da Justiça, devem criar ouvidorias online, como em sites ou em aplicativos, que receba denúncias anônimas, garantindo a coletividade do corpo social. Ademais, por meio do Ministério da Educação, é preciso que realizem projetos, como palestras ou debates, que discutam o combate à violência contra as mulheres e suas formas como denunciar tais abusos, a respeito de tal importância em conscientizar as gerações futuras. Dessa maneira, o desafio de combater o assédio sexual deixará de ser veracidade e o Brasil seria mais tolerante é inclusivo.

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