O papel do indígena na sociedade brasileira

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O papel do indígena na sociedade brasileira”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Congresso é palco de debate sobre o papel dos índios na sociedade

Eles estão pintados para a guerra, mas não querem superar tribos rivais ou eliminar o homem branco. Os corpos, tingidos com o preto do jenipapo e o vermelho do urucum, carregam pela Esplanada dos Ministérios o simbolismo da luta por demandas tão antigas quanto o próprio Brasil, mas que, no momento, enxergam sob grande risco.

A principal dessas demandas é o domínio sobre seus territórios, vistos numa perspectiva fundiária, cultural e econômica. Há outras, entretanto, que se relacionam com os direitos à saúde e à educação, por exemplo, e que também são encaradas como vitais para os cerca de 900 mil integrantes da população indígena brasileira. Na época do descobrimento, há 519 anos, seus antepassados somavam cerca de três milhões de pessoas, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai). E usufruíam das riquezas naturais, dentro de uma lógica peculiar substituída pelo modelo exploratório dos colonizadores, o que ainda permeia de maneira determinante as relações entre a sociedade dos índios e dos não índios, mesmo quando seus limites não parecem tão claros.

Fonte: Agência Senado

Texto 2: A importância do índio para o Brasil
 

A oca e o cocar são expressivos símbolos que nos remetem à lembrança da presença do índio na história do Brasil, mas a herança cultural deixada para todos os brasileiros é muito mais ampla e presente nos dias atuais. Para homenagear todos os povos indígenas, no Dia do Índio, 19 de abril, o Vitta Vivace relembra as tradições e mostra a sua importância para o País.

Os índios foram os primeiros habitantes do território brasileiro, bem antes da colonização pelos portugueses. Atualmente, existe uma média de 300 povos indígenas no Brasil, sendo mais de 817 mil índios, de acordo com estudos realizados em 2010, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse total, cerca de 503 mil vivem na zona rural e 315 mil estão em áreas urbanas. De acordo com dados da Funai (Fundação Nacional do Índio), entidade governamental responsável por proteger os direitos dos índios no Brasil, a maioria da população está no Norte, especificamente, no Estado do Amazonas e, em segundo lugar, no Nordeste, com destaque para a Bahia.

Entre importantes tradições deixadas pelos índios está a culinária. O alimento de origem indígena mais utilizado em todo o Brasil é a mandioca e suas variações. O caju e o guaraná são outros bem conhecidos na mesa do brasileiro. Pratos provindos da caça, como o picadinho de jacaré e o pato no tucupi, além de frutas como o cupuaçu e açaí fazem parte da forte cultura gastronômica do Norte do País. Ervas e chás de plantas medicinais continuam sendo crenças de cura muito utilizadas, como o chá de boldo, pó de guaraná, a alfavaca e semente de sucupira.

A língua portuguesa falada no Brasil, diferente do idioma de Portugal, sofreu influência da língua tupi-guarani, de origem da união entre as tribos tupinambá e guarani. É possível identificar essa mistura nas palavras tatu, mandioca, caju, carioca, pipoca, jacaré, jabuti, entre tantas outras. Ou nos nomes Iracema, Tainá, Jacira e Ubiratan. Alguns nomes de lugares também, como é o caso de Ibirapuera, em que “Ibira” significa árvore e “puera” algo que já aconteceu. Pode-se dizer que Parque Ibirapuera é o mesmo que “lugar que já foi mato”. Rio Tietê significa “rio verdadeiro”. Tem, ainda, os bairros do Butantã, Itaim e as cidades de Jacareí, Jundiaí e Piracicaba. Já no Rio de Janeiro, são locais famosos como o bairro da Tijuca, praia de Ipanema e o estádio do Maracanã.

A influência cultural indígena em nossas vidas vai de contos a costumes. Na escola, as crianças aprendem a lenda do Curupira, um habitante da floresta que protegia as plantas e os animais e tinha os pés com calcanhares para confundir os caçadores. O personagem é uma ficção do escritor Sérgio Buarque de Holanda, mas lembra a mania dos índios de andar para trás para confundir os europeus e bandeirantes. Tem também o “Papa-capim”, o menino índio que vive na Floresta Amazônica, personagem dos quadrinhos de Maurício de Souza. Andar descalço pela casa e dormir em redes são hábitos herdados dos índios.

O artesanato produzido a partir de fibras, palhas, penas, escamas de peixes, sementes, plantas e do barro, conhecido em diversas partes do mundo, nasceu das mãos das índias nos tempos primórdios. 

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Texto 3: Gráfico

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Texto 4: Charge

 

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