O aumento do número de mulheres moradoras de rua

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O aumento do número de mulheres moradoras de rua”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1: Minoria na população de rua, mulheres foram vítimas em 51% dos casos de violência contra moradores de rua no Brasil
 

Minoria entre os moradores de rua, as mulheres foram as principais vítimas de agressões contra esse grupo: 50,8% dos 17.386 registros de violência na população de rua de 2015 a 2017 foram contra elas. O dado, do Ministério da Saúde, leva em conta os casos em que a motivação principal do ato violento era o fato de a pessoa estar em situação de rua.

No Brasil, as mulheres representam de 15% a 20% da população de rua – o percentual varia em cada cidade e não existem dados nacionais. Na capital paulista, as mulheres representam apenas 14% das abordagens e 7% dos pernoites em abrigos da Secretaria Municipal de Assistência Social em 2018.
Moradoras de rua ouvidas pelo G1 em São Paulo acreditam que as agressões fazem parte de um ciclo de violência que começa antes da mulher sair de casa. Elas relatam terem sido vítimas de estupros, ameaças e assédio nas ruas.
 Brasil registra mais de 17 mil casos de violência contra moradores de rua em 3 anos
 “Quando a mulher vem pra rua, geralmente é porque o marido batia nela, porque ela já era agredida dentro de casa. Muitas vezes ela estava em um relacionamento abusivo e ela vem pra rua se livrar disso, mas não consegue”, diz Verônica Alves, de 29 anos, que vive em situação de rua na cidade de São Paulo desde os 18 anos.
 Além das agressões físicas, as mulheres reclamam ainda da violência psicológica praticada por funcionários dos serviços de assistência social. É o que relata Suely*, de 59 anos, que hoje passa a noite em albergues da Prefeitura de SP depois de viver mais de 20 anos na rua.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/12/26/minoria-na-populacao-de-rua-mulheres-foram-vitimas-em-51percent-dos-casos-de-violencia-contra-moradores-de-rua-no-brasil.ghtml

Texto 2: Os desafios diários enfrentados pelas mulheres em situação de rua

Mulheres que já viveram nas ruas e pesquisadores falam sobre questões como dignidade, violência e maternidade

Por: Mariana Lima

Na semana passada, a Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama, em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), realizou a 4ª edição do ‘Ciclo de Debates sobre Gênero e Direitos Humanos’.

A discussão focou no direito humano à moradia e na população em situação de rua, com foco na população feminina.

Mulheres envolvidas com movimentos e organizações que atuam em prol de pessoas em situação de rua foram convidadas para debater o tema.

“Imagina você mulher, em um dia de chuva na rua, menstruada e sem um banheiro público para poder se limpar”

Eliana Toscano, 47, é conhecida como “Mãe da Cracolândia” por seus trabalhos de voluntariado independente na região da chamada Cracolândia, no centro de São Paulo. Eliana está em processo de saída das ruas, após um ano vivendo nelas, e revela as transformações desta vivência.

“Dependendo de quanto tempo você fica na rua, você perde toda a noção de sociabilidade. A pessoa esquece como se cozinha, como se faz coisas básicas”.

É neste cenário que a moradia se torna fundamental para inclusão destas pessoas na sociedade. Durante o debate, algumas ex-moradoras de rua falaram da importância de ter um espaço só seu e como isso se refletiu no acesso aos seus direitos.

Maria da Graça de Jesus Xavier é coordenadora da União Nacional por Moradia Popular, e foi uma das palestrantes do evento. “A moradia é a porta de entrada para todos os outros direitos. Na hora de estudar ou trabalhar, a falta de endereço é um problema. Por isso, muitos desistem”.

Maria da Graça levantou a questão da menstruação nas ruas. “Imagina você mulher, em um dia de chuva na rua, menstruada e sem um banheiro público para poder se limpar”.

“Algumas relataram que ao dormir na rua se sentiam como uma barata. Outras se sentem culpadas por terem feito sexo em troca de um alimento ou droga”, conta o pesquisador.

Elisângela Cristina Flavia é conselheira do Comitê Pop Rua e participou da mesa. Ela morou embaixo de um viaduto e após conseguir sua moradia voltou a estudar. Hoje é bacharela em Direito. “Acham que a pessoa que morou na rua não tem dignidade. Com a oportunidade de uma moradia digna, pude crescer”.

Durante a rodada de considerações da plateia, Robson Mendonça, ex-morador de rua e presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua (MEPSR), abordou a questão dos albergues na capital paulista.

“A cada dia que passa os albergues me lembram mais um depósito de seres humanos. Albergue não é moradia”. Mendonça foi aplaudido pelos outros participantes do debate.

Fonte: https://observatorio3setor.org.br/carrossel/os-desafios-diarios-enfrentados-pelas-mulheres-em-situacao-de-rua/

Texto 3: Mídia representa pessoas em situação de rua de forma negativa

Ao contrário do que está presente no imaginário do senso comum, a maioria das entrevistadas disse não fazer uso de drogas. Os motivos que as levaram a essa situação são os mais diversos: a violência doméstica praticada por companheiros ou familiares,  o desemprego e até a fuga de milícias.

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/midia-representa-pessoas-em-situacao-de-rua-de-forma-negativa/

Texto 4: Campanha

Fonte: https://propmark.com.br/agencias/moradores-de-rua-protagonizam-campanha-de-inverno-da-prefeitura-de-sao-paulo/

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